quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A casa da árvore.

À saudade dei guarida

Quando olhei pela janela
E vi lá longe a casinha
Com crianças dentro dela
Abrigo da minha infância
Fui feliz vivendo nela

A morada tão singela

Rodeada de fartura
Tinha muita criação
Mata verde, flor madura
Um cheiro de alfazema
Orvalhando a noite escura

A esperança tão pura

Desfrutava do sossego
Chuva forte toda noite
Sapo e rã dentro do rego
Cantoria não faltava
Sapo cantor tinha emprego

Era grande o aconchego

Mas tudo virou lembrança
Do meu tempo de menino
Somente a memoria alcança
E quando a saudade volta
Eu volto a ser criança