A casa da árvore.
À saudade dei guarida
Quando olhei pela janela
E vi lá longe a casinha
Com crianças dentro dela
Abrigo da minha infância
Fui feliz vivendo nela
A morada tão singela
Rodeada de fartura
Tinha muita criação
Mata verde, flor madura
Um cheiro de alfazema
Orvalhando a noite escura
A esperança tão pura
Desfrutava do sossego
Chuva forte toda noite
Sapo e rã dentro do rego
Cantoria não faltava
Sapo cantor tinha emprego
Era grande o aconchego
Mas tudo virou lembrança
Do meu tempo de menino
Somente a memoria alcança
E quando a saudade volta
Eu volto a ser criança